“A primeira regra da UDA é: você deve admitir que ama o neoliberalismo, mas que está com dificuldades de lidar com os memes que viralizaram na internet”, explicou Caiado, enquanto tentava não rir ao lembrar do momento em que um áudio seu foi comparado a uma cena de novela das 9. “Quem diria que eu seria o protagonista de um drama político? Estou mais para vilão que para mocinho, mas tudo bem, eu sempre quis ser o Coringa da política!”
As reuniões, segundo ele, serão regadas a muito café e até a um “funk político” com MC Ryan SP, que já prometeu compor um hit sobre a luta dos direitistas anônimos. “Vou chamar de ‘Café com Política’! É um funk que vai fazer você dançar enquanto discute a reforma tributária”, disse Ryan, que também se ofereceu para dar uma aula de como transformar crises em letras de músicas.
Os membros da UDA poderão compartilhar suas experiências, como se sentem após ouvir os áudios que circulam nas redes sociais. “É tipo um grupo de apoio”, comentou um dos participantes anônimos, que pediu para não ser identificado. “A gente se reúne, toma um café e fala: ‘Oi, eu sou o João e eu sou um direitista que não sabe mais como se posicionar’.”
Como parte da proposta, Caiado também anunciou que serão oferecidas palestras sobre como lidar com a pressão da opinião pública. “Ninguém fala sobre isso, mas é muito difícil ser um direitista que gosta de memes e, ao mesmo tempo, precisa manter a seriedade. É como tentar ser o palhaço de uma festa de aniversário enquanto está vestido de terno e gravata”, desabafou Caiado, que já planeja um workshop sobre como desfazer mal-entendidos com um “sorriso e uma piada”.
A expectativa é que as reuniões da UDA atraiam uma variedade de participantes, desde políticos até influenciadores digitais que precisam de uma pausa das polêmicas. “Vai ser um espaço seguro onde podemos rir dos nossos problemas sem sermos cancelados”, disse um membro que se apresentou como 'Direitista Anônimo 2'.
Por fim, Caiado deixou claro que a união não pretende apenas discutir os problemas, mas também encontrar soluções criativas. “Quem sabe a gente não cria um novo partido chamado ‘Café com Leite’?”, sugeriu, levando todos a rirem e a esquecerem momentaneamente dos áudios. “Só não vale trazer bolo de cenoura, porque isso é coisa de esquerda!”
